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Poesia na Rede
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Livro Infanto-juvenil

 

 

 

 

Descobrindo o Brasil

 

Viagem poética ao reino dos mamíferos brasileiros ameaçados de extinção

 

 

Livro voltado para o público infanto-juvenil. Para conhecer melhor o projeto visite o site  no endereço: http://descobrindoobrasil.no.comunidades.net/.

 

 

Apresentação

 

Pindorama - terra das palmeiras. Assim os indígenas chamavam o Brasil ao tempo em que nosso país - continente era uma floresta quase contínua e, se as matas tivessem permanecido nas mãos de seus primeiros habitantes, talvez as florestas não tivessem sido dizimadas, as águas dos rios, lagoas e mares não padeceriam de progressivo envenenamento, as espécies animais do Brasil não correriam, como agora, o dramático risco da extinção.

          A fauna brasileira, um patrimônio ambiental de valor inestimável, constitui um mundo que é nosso e que, fisicamente, conhecemos pouco, tornando-se um tanto mágico, uma porta entreaberta à realidade e aos mistérios da selva. Infelizmente, foi à custa do sacrifício de muitas espécies que recolhemos uma profunda lição: a Terra é um organismo cuja vitalidade depende de cada ser vivo. A vida de um é a vida de todos, e nossa sobrevivência está indissolúvelmente ligada ao destino dos animais.

           O processo predatório impiedoso e , tantas vezes criminoso, já atinge a níveis desastrosos e irreversíveis.

          Para se investigar o mundo animal e seu fantástico, mas complexo elo com os fenômenos da natureza, suas interrelações, é preciso ir além dos limites acanhados do próprio texto e da nomenclatura fria e interpretar o sentido exato da vida selvagem, atingindo o imaginário da floresta virgem. Porque, à medida que você desvenda a natureza, há mistura de componentes cognitivos e emocionais nessa procura, quase que sobrepostos: o interesse e o conhecimento.

          Assim a obra de Carlos Alberto de Mello, " Descobrindo o Brasil ", uma rica e oportuna contribuição para a educação ambiental de crianças, jovens e adultos, que hoje é uma exigência constitucional . O livro oferece, de forma original e inteligente, uma fonte de pesquisas e manuseio, aliando a informação científica ao encanto da poesia, onde nossos animais, agora raros, se reavivam em movimentos, cores e brincadeiras, através de uma criativa viagem ao reino dos 58 mamíferos brasileiros em luta pela sobrevivência.

          Seus versos alegres, ágeis e ritmados transparecem a dedicação de um trabalho sério, onde a mensagem, de alto valor educativo e cultural, não se esgota em suas páginas, sugerindo a reflexão, novas pesquisas em " sites " na Internet e, principalmente, a crença em um amanhã mais promissor, onde a ganância e o uso desordenado dos recursos naturais não tomarão o lugar e o direito à vida.

          Bem se expressa o autor nesta estrofe, sobre o cervo-do-Pantanal

 

 " Que Deus proteja seus passos

 de balas de caçador.

 Em vez de troféu na sala,

 melhor um pouco de amor. "

 

          Esse é o espírito da obra que celebramos, pela qualidade do seu conteúdo e o estilo extremamente agradável de transmissão de conhecimentos.

 

 

         Arnaldo Niskier

 

         Membro da Academia Brasileira de Letras

 

 

 

 

Organização do Livro

 

 

         Este livro foi organizado de forma a oferecer ao leitor um painel representativo das 58 espécies de mamíferos brasileiros ameaçados de extinção. Para isso o Autor utilizou-se de duas visões distintas mas complementares. Uma é a visão cientifica, que é dada através das seguintes informações sobre cada um dos 14 animais (ou melhor, personagens) que foram selecionados para o livro:

 

-        Nome popular;

-        Nome científico com autor e data;

-        Ordem;

-        Família;

-        Informações gerais;

-        e Mapa de distribuição.

 

         A segunda visão - fornecida por poemas e ilustrações sobre cada espécie selecionada - é a criativa, que busca entreter, provocar a reflexão e estimular a criatividade do leitor, relacionando às questões ecológicas, às questões culturais e sociais do Brasil.

         Além disso, o livro apresenta a relação oficial dos mamíferos brasileiros ameaçados de extinção (com base na lista do IBAMA), referências bibliográficas e uma relação de sites na Internet, onde o leitor poderá aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto.

         Para facilitar a identificação das áreas nos mapas de distribuição, foi utilizada uma mesma base cartográfica, contendo as divisas estaduais numa escala reduzida da figura abaixo. Consultando este mapa o leitor poderá tirar eventuais dúvidas com relação ao nome dos estados e capitais onde as espécies ainda podem ser encontradas.

Figura: Mapa do Brasil com Estados e Capitais

 

Textos

 

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TAMANDUÁ-BANDEIRA

Myrmecophaga tridactyla (Linnaeus, 1758)

Ordem XENARTHRA

Família MYRMECOPHAGIDAE

Informações Gerais: É a maior das quatro espécies de tamanduás existentes, podendo atingir 39 Kg. Alimenta-se de cupins e formigas, possuindo capacidade limitada para abrir buracos e subir em árvores. A língua extremamente alongada e as garras desenvolvidas o auxiliam na captura das presas.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

AMIGO TAMANDUÁ

 

O tamanduá-bandeira

tem pêlo denso e alongado.

A língua muito comprida;

focinho bem aguçado.

 

Prefere sair à noite

pra escapar do calor.

É lento e não agressivo.

Solitário caçador

 

de formigas e cupins.

O seu maior inimigo

é o homem, que tanto mata

que a espécie corre perigo.

 

Eu uma vez desenhei

um lindo tamanduá.

Quando acordei de manhã

ele não estava mais lá.

 

Procurei por toda a casa,

no quintal e no porão.

O tamanduá-bandeira

pintou no meu coração.

 

 

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PREGUIÇA-DE-COLEIRA

Bradypus torquatus Illiger, 1811 Ordem XENARTHRA Família BRADYPODIDAE

Informações Gerais: A preguiça-de-coleira é um animal de porte médio, com peso variando entre 4 e 6 Kg, sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que os machos. Espécie encontrada na Mata Atlântica se alimenta de folhas, frutos e flores. Sua digestão é extremamente lenta. A coloração do pêlo e o seu posicionamento entre a vegetação, aliados ao padrão de locomoção lento e silencioso, fornecem proteção à espécie contra seus predadores.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

PREGUIÇA DO PREGUIÇA

 

A preguiça do Preguiça

dá à noite, dá de dia.

Quando faz muito calor.

Se a temperatura esfria.

 

Preguiça de não fazer

nada além do essencial.

De calcular cada gesto,

mesmo aquele mais banal.

 

Vegetariano convicto,

não consegue compreender

a violência dos carnívoros,

que matam para comer.

 

Enquanto almoça lianas,

nas árvores da floresta,

o Preguiça passa o tempo

contando a hora da sesta.

 

 

 

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TATU-BOLA

Tolypeutes tricinctus (Linnaeus, 1758) Ordem XENARTHRA Família DASYPODIDAE

Informações Gerais: Animal de pequeno porte, com 50-53 cm de comprimento, é o menor e o único tatu endémico ao território brasileiro. Espécie encontrada na região da Caatinga do Nordeste, possuindo uma dieta bastante diversificada. Sua característica mais notável é a capacidade de enrolar-se em situações de perigo, assumindo a fornia arredondada que deu origem ao seu nome popular.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

BOLA BREJEIRA

 

No país da bola

pode o tatu-bola

desaparecer?

 

Absurdo pensar

o que vão falar

se isso acontecer.

 

Tatu brasileiro,

frágil e matreiro,

tão bom de se ver.

 

Parem a caçada!

Sai pra lá queimada!

Deixa ele viver!

 

Na mata-bandeira,

a bola brejeira

é ser e não ser.

 

 

 

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BIGODEIRO

Saguinus imperator (Goeldi, 1907) Ordem PRIMATES Família CALLITRICHIDAE

Informações Gerais: Animal de pequeno porte, com peso variando entre 400 e 500 g. Sua dieta é composta principalmente de frutos, pequenas presas (sobretudo insetos) e néctar. Sua característica mais marcante é representada pela presença de um comprido "bigode" branco, que lhe confere o nome vulgar de bigodeiro.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

O CASO DO BIGODE

 

Imperador de bigode;

bigode de imperador.

Bigodeiro sem bigode

não seria Imperador.

 

Uma vez um caçador

disse: posso! "Não, não pode."

Respondeu o Imperador.

"Olhe bem no meu bigode...

 

ninguém ajeita ou sacode.

Sou um nobre Imperador!"

Examinando o bigode

concluiu o caçador:

 

-"Bigode de imperador,

agradeça ao que te acode.

Podia matar sem dor

se não fosse o teu bigode."

 

Bigodeiro fez seu pagode

e zombou do caçador.

Imperador sem bigode

não seria Imperador.

 

 

 

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MICO-LEÃO-DOURADO

Leontopithecus rosália (Linnaeus, 1766) Ordem PRIMATES Família CALLITRICHIDAE

Informações Gerais: O mico-leão-dourado é um primata de pequeno porte, próprio da Mata Atlântica da região costeira do estado do Rio de Janeiro. Alimenta-se principalmente de grande número de pequenos animais, e de muitos frutos. Uma característica única dos micos-leões é a utilização de ocos de árvores para dormitório.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

VIAGEM MALUCA

 

Passei por Silva Jardim

e vi algo inusitado:

um mico-leão-dourado

andando perto de mim.

 

Em Casimiro de Abreu,

parei e fui almoçar

e quando quis descansar,

o mico reapareceu.

 

Do susto veio um arrepio:

sem nenhuma explicação

aquele mico-leão

me seguiu em Cabo-Frio.

 

Mal pude tirar a lama

no posto de gasolina,

pois logo ouvi a buzina

do carro em Araruama.

 

Na estrada de Saquarema

um grande engarrafamento.

Sentado no acostamento,

o mico riu do problema.

 

Depois em Rio Bonito,

cansado, quase dormindo,

fiquei acordado ouvindo

o assopro do seu apito.

 

Chegando em casa pensei:

- Agora, enfim, acabou!

Dormi e o mico voltou

nos sonhos que imaginei.

 

 

 

FOTO

JAGUATIRICA

Leopardus pardalis (Linnaeus, 1758) Ordem CARNÍVORA Família FELIDAE

Informações Gerais: Animal de porte médio, medindo 95 a 140 cm de comprimento e pesando de 7 a 12 Kg, a jaguatirica alimenta-se principalmente de aves, lagartos, ratos-do-mato, porcos-do-mato e cutias. Espécie noturna, costuma se abrigar sob troncos de árvores caídas, iniciando suas atividades de caça ao entardecer.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

PEQUENA BELEZA

 

A jaguatirica

gosta de brincar,

de correr, pular...

de viver no mato.

 

Bonita e arisca,

troncos quer subir

só pra se exibir,

como qualquer gato.

 

 

Com arte e leveza

foge do perigo,

antes que o inimigo

monte a emboscada.

 

Pequena beleza

multicolorida

faz festa da vida,

mesmo ameaçada.

 

 

 

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ONÇA-PINTADA

Panthera onça (Linnaeus, 1758) Ordem CARNÍVORA Família FELID AE

Informações Gerais: A onça-pintada é o maior felino do continente americano, sendo que seu peso pode chegar a 158 Kg. Sua dieta varia de acordo com as características da região onde vive, englobando grandes e médios mamíferos, répteis, além de animais de origem doméstica. A caça comercial de caráter ilegal, direcionada para o mercado internacional de peles, principalmente europeu e norte-americano, constitui fator de grande risco para a espécie.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

A MUSA

 

Linda, livre, veloz a onça-pintada

surge atraindo muita confusão.

Faz pose para ser fotografada.

Sabe usar de malícia e sedução.

 

Anda no Pantanal acompanhada.

Vai, sozinha, fazer meditação.

Dá um show na Amazônia. Apressada,

diz que nem viu seu site em produção.

 

Quem escapa do olhar dessa ferina

onça, filha da mata do Brasil?

Tigres, leões procuram a felina,

 

cada um com uma oferta mais gentil.

Nada disso impressiona a heroína;

musa com muita ginga no quadril.

 

 

 

 

FOTO

LOBO-GUARÁ

Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815) Ordem CARNÍVORA Família CANIDAE

Informações Gerais: O lobo-guará adulto pesa cerca de 20-23 Kg, mede 145-190 cm de comprimento e 80 cm de altura. E um animal solitário, que se alimenta de pequenos mamíferos, aves, insetos, répteis, tatus e frutos. Originalmente, era uma das espécies de carnívoros mais típicas do Cerrado brasileiro.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

A NAMORADA DO LOBO

 

Lobo-Guará

Lobo-Guará

procura um par

pra namorar.

 

Uma lobinha

engraçadinha

pequenininha

bem bonitinha.

 

Lobo-Guará

Lobo-Guará

quando será

que vai achar.

 

Já procurou -

até sonhou -

e o grande amor

não encontrou.

 

Lobo-Guará

Lobo-Guará

com quem será

que vai casar.

 

Celibatário

ex-solitário

põe no diário

o seu calvário.

 

Lobo-Guará

Lobo-Guará

não quis deixar

de acreditar.

 

Então surgiu

um amor sutil

que lhe sorriu

primaveril.

 

 

 

FOTO

CERVO-DO-PANTANAL

Blastocerus dichotomus (Illiger, 1815) Ordem ARTIODACTYLA Família CERVIDAE

Informações Gerais: O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul, podendo atingir 150 Kg e 120 cm de altura. Alimenta-se de vegetação herbácea e plantas aquáticas. Ocupa campos periodicamente inundados, como várzeas, áreas brejosas e savanas inundáveis. Devido ao seu porte avantajado e elegante, e também à sua haste que alcança 60 cm de altura, foi muito procurado como trofeu de caça. A pressão da caça furtiva tem diminuído, em função da progressiva raridade da espécie e sua ocorrência em áreas de difícil acesso.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

 

CERVO-DO-PANTANAL

 

Cruzando as águas do rio,

o cervo-do-pantanal

parece estar num desfile

com seu andar triunfal

 

As pernas muito compridas

caminham sem vacilar.

No céu o sol se ilumina

querendo vê-lo passar.

 

O chifre é bela escultura...

e proteção contra o mal.

Que coisa linda é o cervo!

O cervo-do-pantanal.

 

Que Deus proteja seus passos

de balas de caçador.

Em vez de trofeu na sala,

melhor um pouco de amor.

 

O pêlo castanho brilha

no verde do matagal.

Que coisa linda é o cervo!

O cervo-do-pantanal.

 

 

 

 

FOTO

ARIRANHA

Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788) Ordem CARNÍVORA Família MUSTELIDAE

Informações Gerais: A ariranha é um dos maiores carnívoros aquáticos da América do Sul, sendo que os machos podem alcançar 1,8 m de comprimento e 26 a 32 Kg de peso. A alimentação da espécie é constituída principalmente de peixes, crustáceos e répteis. Apresenta um alto grau de sociabilidade e um forte vínculo entre o par dominante.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

ROCK DA ARIRANHA

 

É o rock da ariranha,

quem quiser que venha ouvir.

Vou queimar fritar sua banha

de dançar, se divertir.

 

Chega logo no pedaço,

ponha a mão na minha mão.

Vê se faz igual eu faço

ou se quebre pelo chão.

 

Quero ver você comer;

o que eu como de manhã.

Rango tudo com prazer:

caranguejo, peixe e rã.

 

É o rock da ariranha,

quem quiser que venha ouvir.

Vou queimar fritar sua banha

de dançar, se divertir.

 

Minha turma é do barulho.

Vivo sempre em confusão.

Corro, nado, dou mergulho,

onde vou chamo atenção.

 

Se você entrar na dança

e puder me acompanhar,

nem precisa ser criança,

pode crer que vai gostar.

 

É o rock da ariranha,

quem quiser que venha ouvir.

Vou queimar fritar sua banha

de dançar, se divertir.

 

Veja o brilho do modelo

black tie do garotão.

Tira o olho do meu pêlo,

não está à venda não.

 

Todo mundo requebrando,

remexendo o corpo assim.

Com os braços acenando:

rock and roll chegou ao fim.

 

 

 

FOTO

LONTRA

Lutra longicaudis (Olfers, 1818) Ordem CARNÍVORA Família MUSTELIDAE

Informações Gerais: A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos encontrado em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste. É um animal de porte médio, medindo cerca de l m de comprimento e pesando de 5 a 12 Kg. Sua dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves. As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos), quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

 

O SHOW DA LONTRA

 

A lontra que conheci,

na Lagoa do Peri,

brincava de mergulhar,

de sumir e aparecer;

depois voltava a descer

dessa vez para pescar.

 

Arisca e pequenininha

conseguiu tornar, sozinha,

o dia mais agitado.

Todo mundo pediu bis

assim que a lontra feliz

deu o show por encerrado.

 

 

 

FOTO

BALEIA-FRANCA

Eubalaena australis (Desmoulins, 1822) Ordem CETÁCEA Família BALAENIDAE

Informações Gerais: A baleia-franca está entre os maiores cetáceos existentes, podendo atingir 18 metros e 95 toneladas, embora seja normalmente menor. Alimenta-se exclusivamente de plâncton, nadando lentamente com a boca aberta e filtrando o alimento com suas longas barbatanas de até dois metros. As fêmeas com filhotes buscam, preferencialmente, zonas costeiras abrigadas, tais como baías e enseadas, aproximando-se tanto da terra que muitas vezes aparentam estar encalhadas.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

NAS ÁGUAS DO MAR

 

Baleia-franca

envolta assim

na espuma branca

do mar sem fim.

 

Temendo olhares

de embarcações,

com seus radares

e seus canhões.

 

Às vezes nada

aqui pertinho.

Traz à enseada

seu fílhotinho.

 

Tão grande e calma,

sem perceber,

alegra a alma

de quem a vê.  

 

 

 

 

FOTO PEIXE-BOI

Trichechus inunguis (Natterer, 1883) Ordem SIRENIA Família TRICHECHIDAE

Informações Gerais: O peixe-boi é o maior mamífero de água doce da América do Sul, sendo característico da bacia Âmazônica. Devido aos seus hábitos herbívoros, a ocorrência da espécie está ligada à existência de trechos de rios com abundante vegetação aquática. Um indivíduo adulto pode chegar a pesar 500 Kg e medir mais de 2 metros. Possui o corpo comprido e cilíndrico, braços e cauda em forma de remos.

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

O SALVA-VIDAS

 

Camiseta muito justa,

sunga grande no coitado,

peixe-boi de salva-vidas

não dá conta do recado.

Quando surge algum perigo

ele está sempre ocupado:

ou comendo canarana,

ou dormindo sossegado.

 

Contador de muitos casos

de perigo e de bravura,

o roliço nadador

se chateia com censura.

Vidas salvas não se sabe

de nenhuma criatura,

mas o doce peixe-boi

já virou literatura.

 

 

 

FOTO

OURIÇO-PRETO

Chaetomys subspinosus (Olfers, 1818) Ordem RODENTIA Família ERETHIZONTIDAE

Informações Gerais: O ouriço-preto é um roedor de porte médio e de ocorrência restrita à região de Mata Atlântica, sendo que os machos adultos podem ultrapassar 2 Kg de peso. Sua dieta é composta de folhas jovens e frutos, inclusive o cacau. Seus espinhos diferem daqueles de outras espécies de ouriços, pois assemelham-se mais a cerdas, de onde se originou um de seus nomes populares, "ouriço-do-espinho-mole". Além deste nome, o ouriço-preto é conhecido também como "luís-cacheiro", "luís-cacheiro-dos-pretos", "boré", "gandu" ou "cuim".

MAPA DE DISTRIBUIÇÃO

 

OS NOMES DO OURIÇO

 

Eu sou o Luís-cacheiro,  

não tenho quem me console.  

Um roedor brasileiro;

Ouriço-do-espinho-mole.

 

Luís-cacheiro-dos-pretos,

assim me chamam também.

Sou recoberto de espetos,

mas não machuco ninguém.

 

Gandu, Boré e Cuim.

Veja só que confusão!  

São tantos nomes pra mim    

que  acabo mesmo doidão.

 

Agora pensa comigo,

como posso suportar

se nem meu nome consigo

saber ao certo falar.

 

Porque pra quem sou Luís

não posso usar o Boré.

Quem não conhece Luís,

ouvi-lo também não quer.

 

Talvez eu deva fundir

a cuca de todo mundo.

Zé, vou chamar de Jandir.

Gustavo, que tal Raimundo?

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Bernardes, A. T.; A. B. M. Machado & A. B. Rylands.  1989. Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.Fundação Biodiversitas, Belo Horizonte.

Coimbra-Filho, A. F. 1972. Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinç lde;o.

Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro.

Fonseca, G.A.B. 1994. Livro Vermelho dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção. Fundação Biodiversitas, Belo Horizonte.

Hetzel, Bia 1993. Baleias, Botos e Golfinhos Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro. Kaz, L. 1.992/3.Cerrado - Vastos Espaços. Editora Alumbramento, Rio de Janeiro.

Kaz, L.  1.994/5. Caatinga - Sertão, Sertanejos. Editora Alumbramento, Rio de Janeiro.

Kaz, L. 1.997. Amazónia Flora e Fauna. Editora Alumbramento, Rio de Janeiro.

Paiva, Melquíades Pinto 1999. Conservação da Fauna Brasileira. Editora Interciência, Rio de Janeiro.

Silva, F. 1984. Mamíferos Silvestres do Rio Grande do Sul. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

 

 

ENDEREÇOS NA INTERNET:

http://www.bdt.org.br/bdt/biodiversitas/ Fundação Biodiversitas

http://www.bdt.org.br/bdt/redlist/ Fundação André Tosello

http://www.conservation..org.br/ Conservation International do Brasil

http://www.ibama.gov.br/ IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

http://www.mma.gov.br/  Ministério do Meio Ambiente

http://www.paraty.corn.br/golfinho/ Projeto Golfinhos

http://www.rio.rj.gov.br/riozoo/ Fundação RIOZOO

http: //www5.via-rs.com.br/ IWC Brasil

http://www.wwf.org.br/ WWF Brasil

 

 

RELAÇÃO DOS MAMÍFEROS BRASILEIROS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

(fonte: Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção - Portaria IBAMA n° 1.522, de 19 de dezembro de 1989)

 

M a m m a l i a - Mamíferos

 

1. Primates - Macacos

Alouatta belzebul belzebul (Linnaeus, 1766). Família Cebidae. Nome popular: guariba. Alouatta fusca (E. Geofrroy, 1812). Família Cebidae. Nome popular: barbado, guariba. Ateies belzebuth (E. Geofrroy, 1806). Família Cebidae. Nome popular: macaco-aranha. Ateies paniscus (Linnaeus, 1758). Família Cebidae. Nome popular: macaco-aranha.

Brachyteles arachnoides (E. Geofrroy, 1806). Família Cebidae. Nome popular: muriqui, mono-carvoeiro.

Cacajao calvus (I. Geofrroy, 1847). Família Cebidae. Nome popular: uacari.

Cacajao melanocephalus (Humbolt, 1812). Família Cebidae. Nome popular: uacari-preto.

Callicebus personatus (E. Geofrroy, 1812). Família Cebidae. Nome popular: guigó, sauá.

Callimico goeldii (Thomas, 1904). Família Callitrichidae. Nome popular: calimico.

Callithrix argentata leucippe (Thomas, 1922). Família Callitrichidae. Nome popular: sagui.

Callithrix aurita (E. Geofroy, 1812). Família Callitrichidae. Nome popular: sagui-da-serra-escuro.

Callithrix flaviceps (Thomas, 1903). Família Callitrichidae. Nome popular: sagui-da-serra.

Callithrix humeralifer (E. Geofrroy, 1 812). Família Callitrichidae. Nome popular: sagui.

Cebus apella xanthosternos (Wied, 1820). Família Cebidae. Nome popular: macaco-prego-do-peito-amarelo.

Chiropotes albinasus (I. Geofrroy & Deville, 1848). Família Cebidae. Nome popular: cuxiu-de-nariz-branco.

Chiropotes satanás utahicki Hershkovitz, 1985. Família Cebidae. Nome popular: cuxiu.

Chiropotes satanás satanás (Hoffmansegg, 1807). Família Cebidae. Nome popular: cuxiu.

Lagothrix lagotricha (Humbolt, 1812). Família Cebidae. Nome popular: barrigudo.

Leontopithecus chrysomelas (Kuhl, 1820), Familia Callitrichidae, Nome popular: mico-leão-de-cara-dourada,

Leontopithecus chrysopygus (Mikan, 1823). Família Callitrichidae. Nome popular: mico-leão-preto

Leontopithecus rosália (Linnaeus, 1766). Família Callitrichidae. Nome popular: mico-leão-dourado.

Leontopithecus caissara Lorini & Persson, 1990. Família Callitrichidae. Nome popular: mico-leão-da-cara- preta.

Pithecia albicans Gray, 1860. Família Cebidae. Nome popular: parauacu-branco Saguinus bicolor (Spix, 1823). Família Calliitrichidae. Nome popular: soim-de-coleira.

Saguinus imperator (Goeldi, 1907). Família Callitrichidae. Nome popular, sagui-bigodeiro.

Saimiri vanzolinii Ayres, 1985. Família Cebidae. Nome popular: mico-de-cheiro

 

2. Carnívora - Carnívoros

Atelocynus microtis (Sclater, 1882). Família Canidae. Nome popular: cachorro-do-mato-de-orelha-curta.

Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815). Família Canidae. Nome popular: lobo-guará. guará, lobo-vermelho,

Oncifelis colocolo (Molina, 1782). Família Felidae. Nome popular: gato-palheiro Felis concolor (Linaeus, 1771), Família Felidae, Nome popular; sussuarana, onça-parda,

Felis geoffroyi d'Orbigny & Gervais, 1844. Família Felidae. Nome popular: gato-do-mato.

Leopardus pardalis (Linaeus, 1758). Família Felidae. Nome popular, jaguatirica. Leopardus tigrina (Scheber, 1775). Família Felidae. Nome popular: gato-do-mato.

Leopardus wiedii (Schinz, 1821). Família Felidae. Nome popular: gato-do-mato, maracajá.

Grammogale africana (Desmarest, 1818). Família Mustelidae. Nome popular: doninha amazônica.

Lutra longicaudis (Olfers, 1818). Família Mustelidae. Nome popular: lontra.

Panthera onça (Linnaeus, 1758). Família Felidae. Nome popular: onça-pintada, canguçu, onça-canguçu, jaguar-canguçu

Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788). Família Mustelidae. Nome popular: ariranha.

Speothos venaticus (Lund, 1842). Família Canidae, Nome popular; cachorro-do-mato-vinagre.

 

3. Xenarthra - Desdentados

Bradypus torquatus Illiger, 1811. Família Bradypodidae. Nome popular: preguiça-de-coleira.

Mymercophaga tridactyla (Linnaeus, 1758). Família Mymercophagidae. Nome popular: tamanduá-bandeira.

Priodontes maximus (Kerr, 1792). Família Dasypodidae. Nome popular: tatu-canastra, tatuaçu.

Tolypeutes tricinctus (Linnaeus, 1758). Família Dasypodidae. Nome popular: tatu-bola, tatuapara.

 

4. Sirenia - Peixes-boi

Trichechus inunguis (Natterer. 1883). Família Trichechidae. Nome popular: peixe-boi, guarabá.

Trichechus manatus Linnaeus, 1758. Família Trichechidae. Nome popular: peixe-boi-marinho, manati.

 

5 Cetácea - Baleias e Golfinhos

Eubalena australis (Destnoulins, 1822). Família Baleanidae. Nome popular: baleía-franca, baleia-franca-austral.

Megaptera novaeangliae (Borowsky, 1781). Família Balaenopteridae. Nome popular: jubarte.

Pontoporia blainvillei (Gervais & d'Orbigny). Família Pontoporiidae. Nome popular: toninha, boto-cachimbo.

 

6 Rodentía - Roedores

Abrawayaomys ruschii Cunha & Cruz, 1979. Família Cricetidae.

Chaetomys subspinosus (Olfers, 1818). Família Erethizontidae. Nome popular: ouriço-preto.

Juscelinomys candango Moojen, 1965. Família Cricetidae.

Kunsia tomentosus (Lichtenstein, 1830). Família Cricetidae.

Phaenomys ferrugineus (Thomas, 1894). Família Cricetidae. Nome popular: rato-do-

mato-ferrugíneo.

Rhagomys rufescens (Thomas, 1886). Família Cricetidae. Nome popular: rato-do-mato-laranja.

Wilfredomys oenax (Thomas, 1928). Família Cricetidae. Nome popular: rato-do-mato.

 

7 Artíodactyla - Veados

Blastocerus dichotomus (Illiger, 1815). Família Cervidae. Nome popular: eervo-do-pantanal.

Odocoileus viginianus (Zimmermann, 1780). Família Cervidae. Nome popular: cariacu.

Ozotocerus bezoarticus (Linnaeus, 1758). Família Cervidae. Nome popular: veado-campeiro.

 

 

 

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